domingo, 28 de novembro de 2010

Confissão


Sempre vi o mundo de um jeito diferente. Cores, sabores, cheiros, sensações, tudo diferente. Esta é a única explicação pra eu ser assim. Não gosto do que os outros gostam. Não sinto o que sentem. Sou incomum. Nem melhor. Nem pior. Só anormal. Na verdade sou o que pode- se chamar de "idiota" por 90% das pessoas. Paciência, ninguém agrada a todos. E francamente, nem quero. Tentei mudar. Deixar de ser criança. Enxergar a vida igual a adulto. Mas não dá. Perdi minha infância toda sendo adulta. Só agora posso arriscar e ser infantil. Não dá pra crescer da noite pro dia. Crescer leva tempo. E talvez eu leve a vida toda e ainda assim não consiga. Se me quiserem assim ótimo. Se não, não queiram. Não faz diferença. O que menos se precisa na vida é de gente que odeia a gente. Gente que quer magoar. Gente que acha um jeito de não magoar pra não se sentir culpado. Não pode ser assim, fazer bem tem que ser de coração. Tá aí, coração. Eu tenho um desses. E é bom ter. Cabe um monte de coisas dentro e faz bem guarda-las. Você aprende com elas: quando ganha e quando perde. Gosto do por do sol. Gosto da luz indireta e do cheiro de final do dia. Porque não importa o quanto um dia seja ruim, ele sempre acaba pra outro começar. Mais claro e mais doce. E no fim do conjunto de todos os dias o que fica é a saudade do ultimo por do sol.
Amandex